Não teve crise nem crase: conheci o Balzac. Ele parecia tão antipático, que tive 30 por trinta vezes só de preocupação. Mas sabe, gostei desse cara! Pois, olhando pra trás, quanto mais anos, mais amigos.
Não tenho nada nas mãos, mas tenho tudo na vida. Percebo que vivi muito mais do que eu achava que tinha vivido, e que até agora, com algumas controvérsias, valeu a pena.
E cheguei onde queria chegar por dentro: cheguei no começo de muito.
Fulfilled by joy,
Soli Deo Gloria.
Pensarinhos Passamentos
Eles pensarão, eu, passarinho.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
No céu não é assim
Senhor,
Tu que és Eterno, me explica:
Porquê tantos fins?
É fim que não acaba mais,
Mas é saudade que não tem fim.
Tristezas que não se despedem,
Das infindáveis despedidas.
Memórias que saem líquidas pelos olhos,
Deixando o coração vazio,
Mas miseravelmente apertado!
Senhor,
Com qual fim tantos fins?
Como é ser Eterno assim?
Tu que és Eterno, me explica:
Porquê tantos fins?
É fim que não acaba mais,
Mas é saudade que não tem fim.
Tristezas que não se despedem,
Das infindáveis despedidas.
Memórias que saem líquidas pelos olhos,
Deixando o coração vazio,
Mas miseravelmente apertado!
Senhor,
Com qual fim tantos fins?
Como é ser Eterno assim?
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Nós e os nós
A vida é um fio. É frágil, sim, mas também é cheia de nós, mas dessa vez quero dizer aqueles nós dos bons!
É impossível desfazer um laço feito em um fio bem comprido, cheio de laços. Você pode tentar, mas sempre vai restar um nozinho.
Cada laço que se faz com alguém deixa uma marca, cada momento compartilhado com alguém ou vivdo ao mesmo tempo ou no mesmo lugar, deixa um nó.
E naquele momentinho qualquer, pode ser um feliz aniversário, ou feliz ano novo, uma lembrança do nome e de apenas uma situação: aquele momentinho em que a gente sabe direitinho qual é o nó.
E é como se duas pessoas desconhecidas se olhassem e imaginassem que conhecem um pedacinho da alma do outra, e que dentre todos, é só entre elas duas.
Pode ser que essas duas pessoas que compartilharam uma situação, um espaço ou um tempo nunca mais se vejam na vida, mas, se pudessem se encontrar diriam algo indizível:
- Lembra?!
- Eu também!
É impossível desfazer um laço feito em um fio bem comprido, cheio de laços. Você pode tentar, mas sempre vai restar um nozinho.
Cada laço que se faz com alguém deixa uma marca, cada momento compartilhado com alguém ou vivdo ao mesmo tempo ou no mesmo lugar, deixa um nó.
E naquele momentinho qualquer, pode ser um feliz aniversário, ou feliz ano novo, uma lembrança do nome e de apenas uma situação: aquele momentinho em que a gente sabe direitinho qual é o nó.
E é como se duas pessoas desconhecidas se olhassem e imaginassem que conhecem um pedacinho da alma do outra, e que dentre todos, é só entre elas duas.
Pode ser que essas duas pessoas que compartilharam uma situação, um espaço ou um tempo nunca mais se vejam na vida, mas, se pudessem se encontrar diriam algo indizível:
- Lembra?!
- Eu também!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Dente de Leão
Como pode que eu me esqueça?!
Ainda que eu não mereça,
um Deus que cuida de detalhes assim
é o mesmo que cuida de mim :)
Ainda que eu não mereça,
um Deus que cuida de detalhes assim
é o mesmo que cuida de mim :)
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
27 de janeiro de 2013
Tenho a sensação que quem morreu lá fomos eu e você. E quem foram os responsáveis? Eu e você: quem nunca burlou as regras, empurrou os limites ou simplesmente fez algo sem imaginar que poderia dar errado, que atire a primeira pedra. E se você está lendo isso, é porquê está tendo uma segunda chance, assim como eu, assim como aqueles que sobreviveram. REPENSE!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O vento e a árvore
Tu és o vento,
e eu sou a árvore.
Vento, se pára, morre,
árvore, sem raiz, seca.
Tu vens ligeiro, me dar carinhos e balançar flores,
mas logo vai embora.
Eu, casca dura e muitos espinhos, ficarei plantada onde estou.
Vento, cavalo xucro, não tem morada,
tem redemoinho e estrada.
Como pode o vento se enamorar de árvore?
Acaso pode a árvore ir morar com o vento?
Mas não me causa pesar, não me causa dor o meu medo.
Fecho os olhos e te espero passar pra me abraçar, tempestivo.
Pra arrumar teus cabelos ventados e te dar beijos floridos,
antes que tu vás embora
e antes que venhas outra vez.
Mas como pode o vento se enamorar de árvore?
E acaso pode a árvore ir morar com o vento?
e eu sou a árvore.
Vento, se pára, morre,
árvore, sem raiz, seca.
Tu vens ligeiro, me dar carinhos e balançar flores,
mas logo vai embora.
Eu, casca dura e muitos espinhos, ficarei plantada onde estou.
Vento, cavalo xucro, não tem morada,
tem redemoinho e estrada.
Como pode o vento se enamorar de árvore?
Acaso pode a árvore ir morar com o vento?
Mas não me causa pesar, não me causa dor o meu medo.
Fecho os olhos e te espero passar pra me abraçar, tempestivo.
Pra arrumar teus cabelos ventados e te dar beijos floridos,
antes que tu vás embora
e antes que venhas outra vez.
Mas como pode o vento se enamorar de árvore?
E acaso pode a árvore ir morar com o vento?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Ane, Ca, Duda, Paula.
Sinto saudades delas e de nós todas juntas.
Sinto falta das ruelas caminhadas aos risos.
Dos pisos em que, conversando tanto, deitávamos
Dos "tá, vamos"
Dos amos.
Sinto falta das ruelas caminhadas aos risos.
Dos pisos em que, conversando tanto, deitávamos
Dos "tá, vamos"
Dos amos.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Sintomatologia
Se você vai ao médico, vai descobrir que tem alguma desordem.
Se você vai à igreja, vai descobrir que até que você é um cara legal.
Se você vai à Cristo, vai descobrir que você é miserávelmente pecador.
Desculpa, doutor, mas preciso de segunda opinião.
Desculpa, pastor, mas vou mudar de igreja.
Obrigada, Senhor, por me amar tanto assim.
Se você vai à igreja, vai descobrir que até que você é um cara legal.
Se você vai à Cristo, vai descobrir que você é miserávelmente pecador.
Desculpa, doutor, mas preciso de segunda opinião.
Desculpa, pastor, mas vou mudar de igreja.
Obrigada, Senhor, por me amar tanto assim.
sábado, 15 de setembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Amor à três
O Amor não é bem assim. Amar outra pessoa que não lhe deve nada, que não tem o mesmo sangue que você e que é completamente falho é a coisa mais difícil desse mundo. O inverso também é verdadeiro. Não o inverso do amor, porque odiar é muito mais fácil, e ser indifirente é logo ali. Mas alguém amar a mim, que não me deva e que não me tenha o sangue é mais difícil do que loteria. Não pela probabilidade (com sorte), mas pela dificuldade de acertar. Na verdade a gente passa a vida toda tentando acertar. Por eu ser como sou, e me conhecer bem, fico pensando que só pode ser impossível. Não vai dar pra alguém aguentar tanta mania, ninguém vai se adaptar ao meu jeito, nenhuma pessoa vai me entender. E eu, desse jeito meu, vou conseguir amar alguém que não vai se adaptar a mim, e a quem eu mesma terei que me adaptar?
É inevitavelmente impossível.
Deus, por ser do jeito que é, me amou, e amou quem eu não vou conseguir amar. Eu nunca em toda uma vida, com o mais suado esforço, com todos os métodos que possam existir, não conseguiria alcançar a Deus, suas "manias", seu jeito, sua perfeição e santidade. Ele nunca me amaria, se dependesse de mim, porque eu nunca conseguiria merecer isso. E Ele sabe, sempre soube, que eu erraria um milhão de vezes, e em mais 500 mil o deixaria triste. Mas Ele, que é o Amor em si mesmo, me ensinou que Amor de verdade não exige merecimento, menos ainda esforço e recompensa. Sua graça me mostrou que, justamente, receber algo sem merecer só multiplica o Amor naquele que recebe. A Graça é uma semente que o Deus poderoso, serena e não severamente, planta, e que dá frutos de mais amor e gratidão. Nada do que eu fizer vai conseguir fazê-lo me amar menos ou mais.
Quem eu sou nunca vai me ajudar a ser amada por alguém e também a amar, porquê eu sou pessoa, e pessoas decepcionam, erram e machucam. Eu, sendo pessoa, tenho razão em considerar essa tarefa impossível, os românticos que me perdoem. Mas Deus é Deus e não pessoa, não é pessoa pra falhar e mentir. Se uma pessoa amar a Deus, nunca será decepcionada. Se duas pessoas compreenderem que Deus não mudará jamais e colocarem seu amor nEle, talvez exista uma chance de que consigam cumprir a árdua tarefa de amar, pois quando (e não "se") um dos dois falhar, ainda restará o Primeiro, que não se abala. Pela Sua Graça que perdoa sem merecer, talvez seja possível perdoar e seguir em frente, talvez seja possível lembrar que aquele de quem muito foi perdoado, muito ama. Talvez seja possível terminar uma tarefa iniciada de um jeito e que muda tanto pelo caminho e que é imprevisível. Talvez seja possível cumprir promessas feitas há tanto tempo mesmo quando está tudo diferente e as coisas não tem mais graça. Talvez seja possível manter algum sentimento depois da paixão ter ido embora, mesmo que amor não seja sentimento, mas decisão. Talvez seja possível não esquecer o motivo de se estar junto e de ter feito uma aliança há tanto tempo atrás. Talvez seja possível ter manias e dividi-las, ter um jeito e ter mais dois ou três, ter um coração quebrado e refeito, ter que renunciar coisas todos os dias, ter que encontrar a beleza por trás da calvície que levou embora o príncepe.
Não por que se é pessoa, mas porquê Deus é Deus.
Não por que se é pessoa, mas porquê Deus é Deus.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Casa de mim
De lá pra cá e daqui pra lá. Vagarosamente, não estou ainda aqui, mas não mais lá... a sensação de não - mais/ainda - pertencer não é nova, mas a situação sim. A vaguidão, talvez.
Aí eu penso, como se define em que lugar a gente mora? Onde passa mais tempo, talvez.
Tenho morado dentro de mim.
.
.
.
Ih, essa casa anda meio vazia...
Aí eu penso, como se define em que lugar a gente mora? Onde passa mais tempo, talvez.
Tenho morado dentro de mim.
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Ih, essa casa anda meio vazia...
terça-feira, 31 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
De repente, ficar adulto é varrer umas dorezinhas pra debaixo do tapete. É sentir saudade cada vez de mais coisas, mas também ter tantas outras saudades por sentir ainda. É fazer de conta que as coisas fazem sentido, quando se tem certeza que a gente só entendia o mundo mesmo, quando se era criança. Pelo menos a parte que realmente importa do mundo.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Sem palavras
Se minhas palavras não valem mais nada (se é que já valeram), então não há argumentos que eu possa usar. Nem mesmo o argumento do amor poderia retroceder a decisão do silêncio...
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