segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Retroexpectativas

Odeio retrospectivas, elas me fazem sentir velha. São inevitáveis, porém, assim como o aumento da minha idade heheh Colocar o ano todo numa linha do tempo, um acontecimento após o outro, um caos após o outro, uma alegria após a outra é de certa forma se sentir atemporal e tão temporal ao mesmo tempo! Pra Deus não existe a dimensão do tempo, e como seria difícil pra nós, humanos, ver tudo junto, passado, presente e futuro, assim como Ele vê. Me faz pensar que talvez essa estranheza de perceber o tempo passar é herdada do pouco de divino que restou em nós, daquilo que fomos criados pra ser: eternos. Assim, sempre haverá algo estranho sobre as retrospectivas, sempre haverá um alegre pesar ao lembrar o passado e uma expectativa apreensiva sobre o futuro, não só por saudades ou pelo desconhecido, mas sim por uma saudade incontida de um tempo para além da infância e da morte. C.S. Lewis, outro dos geniais escritores dos quais eu nunca canso, falava sobre a esperança cristã de forma magistral em Cristianismo Puro e Simples, mas creio que esse trecho explica também o que eu quis dizer:
"Se descubro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que fui criado para um outro mundo. (...) Se assim for, tenho de tomar cuidado, por um lado, para nunca desprezar as bênçãos terrenas nem deixar de ser grato por elas; por outro, para nunca tomá-las pelo 'algo a mais' do qual são apenas a cópia, o eco ou a miragem, tenho de manter viva em mim a chama do desejo pela minha verdadeira terra natal, a qual só encontrarei depois da morte; e jamais permitir que ela seja arrasada ou caia no esquecimento..."
Tenho muito a agradecer pelos 525600 minutos de 2010. Deus esteve presente em cada um deles de maneira absolutamente criativa e cuidadosa. Foi um ano extraordinário! Ahh, as próximas 8760 horas novinhas que virão... não me lembro de estar tão cheia assim de expectativas para um novo ano. Mas acho que expectativas, sim, me fazem sentir nova! =)
           A Ele toda a Glória!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Outro dia, a Melissa me mostrou mais uma genial do mais que genial Mário Quintana (não canso desse cara!):

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"


Em tempos de 26 anos, precisa ser meu lema.
Acho que já está sendo =)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um dia eu voltei pra casa logo após uma tormenta. Encontrei no chão um galho quebrado de uma planta, que eu nem sabia qual era. Só dava pra ver que tinha sido recém quebrada pelo vento. Levei pra casa e entreguei aquele galhinho sem graça pra minha mãe, que é uma ótima jardineira, daquelas que conversam com as flores, e que sabe das técnicas pra reviver galhinhos. Eu nem vi como isso aconteceu, mas no meu jardim agora tem um pé de flor chamado brinco-de-princesa, e vê-lo ali me agrada muito! Não por ser bonito ou exótico, nem por que a flor tenha qualidades ultra-florais... pois aliás, não as tem. Suas folhas não são simétricas e as flores não tem perfume, por sua constituição. Não há nada que possamos fazer que faça Deus nos amar mais.
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Um dia, Deus voltou pra casa logo após uma tormenta. Encontrou no chão um ser quebrado, que ele sabia muito bem qual era. Só dava pra ver que tinha se quebrado por tentar se soltar da árvore. Ele o levou pra casa e entregou para seu filho, que é um ótimo cuidador, daqueles que conversam com os seres maltrapilhos, e que sabe do que um ser humano precisa para ser vivificado. Deus viu muito bem como isso aconteceu, e no seu jardim agora tem ser, que ele chama de filho, e vê-lo ali o agrada muito!. Não por ser bonito ou exótico, nem por ter qualidades ultra-humanas... pois aliás, não as tem. Seus desejos são assimétricos e seus pensamentos não tem amor, por sua constituição. E não há nada que possamos fazer que faça Deus nos amar menos.
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A Ele toda a Glória.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

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Estou cansada dos pontos finais, que encerram o assunto, não falam mais sobre ele e às vezes abrem caminho para um assunto novo. Me chateiam as vírgulas, que apesar de me fazerem respirar, sempre trazem junto seus mas, poréns, contudos e entretantos.
Que saudade dos ponto-e-vírgulas da vida...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O desconhecido e o tempo

      Minha amiga/RP/filósofa Paula, em nossas infinitas filosofanças sobre a vida, me fez pensar em algo interessante. A grande questão da vida seria o desconhecido. Temos medo do desconhecido. Temos dor e sofremos porque é algo desconhecido, porque cada dor é nova e diferente, não importa se é causada pela mesma pessoa ou motivo mil vezes. Cada dia é desconhecido. Cada palavra que dizemos provoca algo desconhecido. Geralmente, quando esperamos algo, não é pelo desconhecido, e o mais interessante é que mais desconhecido ainda é o que nos acontece, pois geralmente alguém diz "nunca imaginei que isso pudesse me acontecer".
      A minha questão, além disso, também é bastante sobre o tempo. Cada tempo possui algo de desconhecido, e a dor desconhecida até então, só passa quando o tempo passa. Será que Deus tudo conhece porque Ele é atemporal e eterno ou será que Ele é eterno porque a Ele nada se desconhece?
      Mas o mais impressionante é que Deus sabe do que é pra nós, humanos, nos depararmos com tantas coisas desconhecidas a cada dia, minuto e segundo, e nos diz que Suas misericórdias se renovam a cada manhã (Lamentações 3:22,23).

   Obrigada, Paula, pelas inspirações filosóficas!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

I´m forgiven

Eu não gosto muito de postar músicas, mas quando não se tem muito o que dizer, e quando a música consegue falar melhor do que vc mesmo... fazer o que!

Forgiven - Sanctus Real (http://letras.terra.com.br/sanctus-real/1612572/traducao.html)

Well the past is playing with my head
And failure knocks me down again
I am reminded of the wrong that i have said and done
And that devil just won't let me forget

In this life
I know what i've been
But here in Yours arms
I know what I am

I'm forgiven
I'm forgiven

I don't have to carry the
Weight of who I've been
Cause I'm forgiven

My mistakes are running through my mind
And I relive my days in the middle of the night
And I struggle with my pain wrestle with my pride
Sometimes I feel alone and I cry

In this life
I know what I've been
But here in Yours arms
I know what I am

I'm forgiven
I'm forgiven

I don't have to carry the
Weight of who I've been
Cause I'm forgiven

When I don't fit in and i don't feel like I belong anywhere
When I don't measure up to much in this life
Oh, i'm treasure in the arms of Christ

Cause I'm forgiven
Oh, I'm forgiven

I don't have to carry the
Weight of who I've been
Cause I'm forgiven

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

iPad

Os aparelhos eletrônicos estão se tornando cada vez mais complexos por dentro e bem simples, resumidos, fáceis por fora.


As pessoas não deveriam contrariar essa tendência.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É possível chegar a conhecer todos os atributos de Deus através das coisas que Ele criou ou deu aos homens a capacidade para criar. Mas por esse caminho, não é possível chegar até Ele próprio.
Jesus, então, diz: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao pai a não ser por mim.

Não quer dizer que Deus esteja em tudo, mas talvez, que tudo está em Deus.

Da mesma maneira quando se admira uma obra de alguma pessoa, se pode dizer coisas sobre ela, do tipo "como ela se empenhou pra fazer isso" ou "que pensamento inteligente" ou ainda quando se vê uma coisa tão bonita que fica difícil entender a beleza que a pessoa estava contemplando (por dentro ou por fora) pra conseguir criar uma coisa assim. Mesmo que eu esteja olhando para a obra dessa pessoa, eu não a conheço. Posso admirá-la pelo que vejo, mas a ela, nunca vi. Deus é belo, é inteligente, empenhado, é complexo e é simples, é grande, gigantesco, mas teve a delicadeza de não esquecer o míni desse planeta. Seu Filho, contém todos esses atributos e ainda se fez humano, para que pudéssemos vê-lo, falar com ele, ouvi-lo e conhecê-lo.

Pra mim sempre foi mais fácil contemplar sua obra do que ouvi-lo, e por isso me falta tanto para conhecê-lo bem...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A fé... tem razão

Não sei quem inventou que ciência e religião não batem. Se diz por aí que fé e razão são antônimos, mas, pra começar, racionalidade e ciência nunca foram sinônimos. Nada precisa mais racionalidade do que a fé, e nada precisa mais fé que a ciência.
Deus pensa, e, por isso, exige fé. Se não fosse assim, a Criação se resumiria aos animais.

Paulo, na carta aos Romanos, diz: “Rogo a vocês, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresentem os seus corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o culto racional de vocês." (tradução livre)

[e prossegue assim: "E não se conformem a este mundo, mas transformem-se pela renovação das suas mentes, para que experimentem qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.1]

Disso são possíveis várias reflexões, sobre as quais espero um dia poder escrever.
Por hora, fico pensando sobre a fé, a sua relação com o corpo de forma concreta e também de forma simbólica. Além disso, a racionalização, descrita na psicologia como mecanismo de defesa ou como distorção cognitiva, confundida com a racionalidade e, por outro lado, também com a fé.


Por hoje, nada de conclusões, só pensarinhos passamentos mesmo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Parole

Gosto das palavras.
Outro dia me dei conta que o interruptor se chama assim porque interrompe o fluxo de energia. Também tem a retroescavadeira, que escava pra trás. Ah, e também a empatia, que quer dizer estar dentro da dor. Aliás, pathos é a mesma raiz de  empatia, doença e paixão.
Pena que se perde um pouco a dimensão da beleza das palavras, pela correria, pelas leituras técnicas, pelo MSN, pela falta de música e de poesia. Nem daquelas bem compridas, mas das bem simples, que às vezes não rimam. Pela falta de outras línguas, que tem palavras tão sonoras e bonitas, que parecem descrever muito melhor algumas delas. Parole, o italiano para "palavras", parece até que já vem com a música junto. Acho que não gosto mais tanto das abreviaturas.

E daí?
Nada.
Só gosto de palavras =)