sábado, 26 de março de 2011

Para minha Vó (in memorian)

Depois de um dia cheio, cansou-se. Essa coisa de proclamar a independência, governar uma nação, comandar a cavalaria, o deixava exausto. Após deixar o primeiro degrau dos três na porta da casa, se lembrou que esqueceu a bengala.

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É o tanto no nada e o nada no tudo em uma vida inteira. E a morte, em um segundo. Um segundo para ter tudo, de volta pra Casa.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O poeta arteiro

Se as letras formassem caminhos,
as palavras tirassem espinhos,
as rimas salvariam almas.
Se os minutos que passaram formassem figuras,
obras de arte, esculturas,
a morte e o fim seriam mérito e não dor.
Se a tristeza escondesse em si alguma beleza,
o que eu acredito que há,
todo o dia seria epifania,
e não epitáfio.
Se os abraços pintassem a gente,
haveria tanta gente descolorida nesse mundo!
Conheci um poeta arteiro que faz tudo isso possível,
e colorir o mundo é arte, é a maior arte.