Tem coisas que meus ouvidos ouviram, que meus olhos viram e que meu coração duvidou.
Bom, veja só, eu tenho um coração!
Minha mente, que pensava ser dona de todo o resto
de repente se rendeu
E lembrei
que não há como duvidar:
a única coisa que não posso ouvir nem ver
é Aquela que me salva.
Eu fui perdoada.
A Ele toda a glória!
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Alma alada
Minh'alma corre para conseguir ganhar o tempo
que há tanto tempo perdi.
Ela, que observava a Terra a girar, estática,
fechava os olhos para não ver nada, até chegar ao fim.
Mas minha vida não cabe mais em mim,
e meus pulmões se enchem pra respirar todo o ar do mundo...
Corre, alma minha, corre!
Logo ali tem colinas de um verde profundo
E em breve tu vais ganhar tuas asas!
que há tanto tempo perdi.
Ela, que observava a Terra a girar, estática,
fechava os olhos para não ver nada, até chegar ao fim.
Mas minha vida não cabe mais em mim,
e meus pulmões se enchem pra respirar todo o ar do mundo...
Corre, alma minha, corre!
Logo ali tem colinas de um verde profundo
E em breve tu vais ganhar tuas asas!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Tenho contado os minutos pra algo que eu não sei o que é. Avalio somente pelas minhas projeções e imaginações, que é só o que tenho nas mãos. Fico feliz pelas borboletas, que antes estavam se descolando das minhas paredes, agora estão dentro de mim e revoam coloridas de vez em quando. Eu não sei pra onde elas querem ir, eu não sei pra onde posso me deixar levar. Estou louca pra ver o que acontece depois.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Vidas nuas
Ela desnudou-se em palavras diante de mim,
que sentada, ouvia e tentava entender,
me compadecendo, e racionalmente criando hipóteses
E o tratamento seguiu depois de ela dizer
"nunca havia contado pra ninguém antes"
Elas também desnudaram-se em palavras diante de mim,
que deitada, numa madrugada, ouvia e tentava me colocar em seu lugar,
e tentando sentir suas dores, ver que em nada somos diferentes
E a amizade se completou depois de elas dizerem
"nunca havia contado pra ninguém antes".
Ambos os segredos eu vou guardar,
ambas as histórias me ensinaram tanto,
todas essas pessoas agora fazem parte de quem eu sou.
Mas só as últimas eu vou amar por muito, muito, muito tempo.
Obrigada Paula e Duda por tantas coisas... e por podermos ser nós mesmas quando estamos juntas, como disse a Duda. =) Amo vocês!
que sentada, ouvia e tentava entender,
me compadecendo, e racionalmente criando hipóteses
E o tratamento seguiu depois de ela dizer
"nunca havia contado pra ninguém antes"
Elas também desnudaram-se em palavras diante de mim,
que deitada, numa madrugada, ouvia e tentava me colocar em seu lugar,
e tentando sentir suas dores, ver que em nada somos diferentes
E a amizade se completou depois de elas dizerem
"nunca havia contado pra ninguém antes".
Ambos os segredos eu vou guardar,
ambas as histórias me ensinaram tanto,
todas essas pessoas agora fazem parte de quem eu sou.
Mas só as últimas eu vou amar por muito, muito, muito tempo.
Obrigada Paula e Duda por tantas coisas... e por podermos ser nós mesmas quando estamos juntas, como disse a Duda. =) Amo vocês!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Cri Cri Cri
Tanta coisa acontecendo na hora do rush da vida
E eu, que por um segundo achei ter ouvido um grilo
E por um milésimo de segundo que tudo parou...
Me senti tão viva denovo,
que no segundo seguinte cheguei a pensar:
e se um anjinho, que andasse por aqui distraído,
cochichasse o canto do grilinho lá no céu?
Vai anjinho, bem pertinho da orelha de Deus!
E eu, que por um segundo achei ter ouvido um grilo
E por um milésimo de segundo que tudo parou...
Me senti tão viva denovo,
que no segundo seguinte cheguei a pensar:
e se um anjinho, que andasse por aqui distraído,
cochichasse o canto do grilinho lá no céu?
Vai anjinho, bem pertinho da orelha de Deus!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Sentimento de formatura
É um negócio estranho,
um aperto no peito,
uma cócega na alma,
uma alegria aliviada segurando uma lágrima,
lágrima dessas de alma líquida, como dizia o poeta.
Um sufoco que não passa, mesmo que já tenha quase, quase passado...
etapas que parecem tantas, mesmo que o tempo que falta seja tão pouco,
e etapas outras que já passaram, que agora parecem tão poucas!
Sensação de chegar no fim da escada, saber que logo ali tem uma bela vista,
mas com vontade de parar pra olhar denovo cada degrau.
Dor de despedida, alegria de reencontro,
tudo junto, tudo ao mesmo tempo, tudo no mesmo lugar.
Me encontro com meu futuro,
me apóio no meu passado,
me abraço naquelas que estiveram sempre presentes.
Me despeço, só porque me encontrei.
um aperto no peito,
uma cócega na alma,
uma alegria aliviada segurando uma lágrima,
lágrima dessas de alma líquida, como dizia o poeta.
Um sufoco que não passa, mesmo que já tenha quase, quase passado...
etapas que parecem tantas, mesmo que o tempo que falta seja tão pouco,
e etapas outras que já passaram, que agora parecem tão poucas!
Sensação de chegar no fim da escada, saber que logo ali tem uma bela vista,
mas com vontade de parar pra olhar denovo cada degrau.
Dor de despedida, alegria de reencontro,
tudo junto, tudo ao mesmo tempo, tudo no mesmo lugar.
Me encontro com meu futuro,
me apóio no meu passado,
me abraço naquelas que estiveram sempre presentes.
Me despeço, só porque me encontrei.
domingo, 21 de agosto de 2011
Flags - Brooke Fraser
(tradução mais abaixo)
Flags
Come, tell me your trouble
I'm not your answer
But I'm a listening ear
Reality has left you reeling
All facts and no feeling
No faith, and all fear
I don't know why the good man will fall
Why the wicked one stands
And our lives blow about
Like flags in the wind
Who's at fault is not important
Good intentions lie dormant
And we're all to blame
While apathy acts like an ally
My enemy and I are one and the same
I don't know why the innocents fall
Why the monsters still stand
And our lives blow about
Like flags in the wind
I don't know why our words are so proud
Yet their promise so thing
And our lives blow about
Like flags in the wind
You who mourn will be comforted
You who hunger will hunger no more
Oh the last shall be first
Of this I am sure
You who weep now will laugh again
All you lonely be lonely no more
Yes the last shall be first
Of this I'm sure
I don't know why the innocents fall
Why the monsters stand
I don't know why the little ones thirst
But I know the last shall be first
I know the last shall be first
I know the last shall be first
Bandeiras
Venha, diga-me o seu problema
Eu não sou sua resposta
Mas eu sou um ouvido atento
A realidade tem te deixado vacilante
Todos os fatos e nenhum sentimento
Sem fé, e o medo
Eu não sei por que o bom homem irá cair
Por que o ímpio se destaca
E as nossas vidas balançam
Como bandeiras ao vento
De quem é a culpa não é importante
Boas intenções permanecem dormentes
E todos nós somos culpados
Enquanto a apatia age como uma aliada
Meu inimigo e eu somos um só
Eu não sei porque o inocente cai
Por que monstros permanecem de pé
E nossas vidas balançam
Como bandeiras ao vento
Eu não sei porque nossas palavras são orgulhosas
Eh sua promessa reconfortante
E nossas vidas balançam
Como bandeiras ao vento
Você que anseiam, serão consolados
Você que tem fome, nunca mais terão fone
Eu sei que o último será o primeiro
Disso eu tenho certeza
Você que precisa, agora irá sorrir novamente
Todos vocês solitários, nunca mais estarão sós
Eu sei que o último será o primeiro
Dessa vez eu tenho certeza
Eu não sei por que o inocente cai
Por que monstros permanecem de pé
Eu não sei porque os pequeninos sentem sede
Mas eu seu que o último será o primeiro
Eu sei que o último será o primeiro
Eu sei que o último será o primeiro
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Me apeguei às vírgulas e não vi o contexto. Desejei tanto uma letra que não vi as palavras.
Me perdi no texto, porque quis me ler, e não ao outro.
Perdi a poesia da vida porque nunca consegui virar a página.
Pode ser que seja o final do livro, pode ser que esteja em branco,
mas pode ser que tenha histórias, estórias, novas memórias.
Não quero mais resumos, não quero mais colagens, não quero citações.
(suspiros)
Mas tem dias que eu não consigo nem encontrar a caneta...
Me perdi no texto, porque quis me ler, e não ao outro.
Perdi a poesia da vida porque nunca consegui virar a página.
Pode ser que seja o final do livro, pode ser que esteja em branco,
mas pode ser que tenha histórias, estórias, novas memórias.
Não quero mais resumos, não quero mais colagens, não quero citações.
(suspiros)
Mas tem dias que eu não consigo nem encontrar a caneta...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O descobrimento da saudade
Outro dia eu estava conversando com minha mãe sobre como a gente acaba se calejando na vida. Listei alguns nomes de pessoas que nunca mais verei na vida, tenho quase certeza, não por falta de vontade, a princípio, mas porque todo mundo segue um rumo e escolhe novos amigos, novos amores e novas vidas, ou porque acaba esquecendo de mandar um oizinho. Pra mim é difícil entender como amizades tão bonitas e profundas, em tão pouco tempo acabaram se tornando lembranças, muito boas é claro, mas com essa chata certeza de que não vai mais ser assim. Ou pior, lembrar da última vez que encontrei fulano ou beltrano, porque agora não nos veremos mais. Não por tragédia ou morte, mas por vida mesmo. E como eu sofri quando descobri que isso acontecia na vida da gente! Ela disse "credo guria, parece que está se despedindo do mundo!". Não, mãe, recém estou aprendendo a viver: recém descobri o que é saudade.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Epitáfio de fim de tarde
Quando eu morrer, minhas coisas ficarão pra trás, assim como meus dias. Talvez alguém guarde algo meu como lembrança, talvez algo que eu nem desse muita importância. Meu presente ficará ausente, meu corpo ficará em fotografias e, nas minhas poesias, minha alma. Com sorte, conseguirei deixar alguma sabedoria, talvez alguém lembre de alguma coisa que fiz ou algo que falei, como aquelas frases de vó que a gente aprende desde pequeno. Se ainda houver alguém aqui quando eu me for, vai ficar com a ausência, tempestuosa primeiro, serena depois. Mas pra onde eu vou, um dia a ausência ficará ausente, e quem a sentia - será mesmo que ainda haverá alguém?- vai viver a Presença todo dia, a Presença concreta, palpável e absolutamente completa, plenamente preenchedora e saciante de cada célula de corpo e de cada pedaço de alma. Ausência de ausências, transbordantes espaços antigamente vazios, finitude dos ciclos, extinção dos fins. Eternidade.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Paradoxo
Dessa vida, eu sei bem
Os caminhos que não percorri, os atalhos que trilhei
Mas não há outra vida pra viver assim.
Os meus erros, eu sei bem
Sei que cor ficaram as minhas vestes
Mas não há outro jeito pra errar assim.
Sou eu, eu sei bem
E por isso também sei que eu nunca teria jeito
Mas não há outra pessoa pra ser assim.
E meus dias, eu sei bem
Que não sei quantos serão
Mas não há outros que eu possa viver assim.
Mas meu Deus, eu sei bem
Vê todos os meus caminhos, meus dias
Meu ser e a cor das minhas vestes
E não há outro que possa ainda me amar assim.
Os caminhos que não percorri, os atalhos que trilhei
Mas não há outra vida pra viver assim.
Os meus erros, eu sei bem
Sei que cor ficaram as minhas vestes
Mas não há outro jeito pra errar assim.
Sou eu, eu sei bem
E por isso também sei que eu nunca teria jeito
Mas não há outra pessoa pra ser assim.
E meus dias, eu sei bem
Que não sei quantos serão
Mas não há outros que eu possa viver assim.
Mas meu Deus, eu sei bem
Vê todos os meus caminhos, meus dias
Meu ser e a cor das minhas vestes
E não há outro que possa ainda me amar assim.
domingo, 15 de maio de 2011
A coragem de perder
Nunca perco as coisas. Perdi as chaves uma vez na vida e perdi minha carteirinha do R.U. essa semana - o que me deixou com raiva! Sei onde estão todas as minhas coisas, de olhos fechados, faço backups dos meus arquivos de tempos em tempos e não perco os CDs. Não perco canetas - nem mesmo as tampas! Brincos, só por acidentes de tarrachinhas voadoras. Elástico de dinheiro e borrachinha de cabelo, sem esquecer dos clips de papel, também não me são perdidos. Nãoperco minhas anotações, minha escova de dentes, a lixa de unhas ou a pinça. Não perco nem a pecinha que vai no negocinho daquele treco. Não perco os guarda-chuvas nem os óculos. Também não perco a cabeça.
Engraçado, mas pessoas eu já perdi. E num dia desses re-encontrei o versículo (não que eu o tenha perdido!) que diz que aquele que estiver disposto a perder a sua vida, esse a encontrará.
Queria ter coragem de perder mais coisas e encontrar a vida. Perder meus livros, minhas fotografias, minhas lembranças. Meus medos, meus modos e a moda. Perder o emprego e o tempo, a luz e a vista da minha janela. A rotina, a segurança, o conforto e a voz amiga. Perder tudo - que aliás de tudo, nada é mesmo meu. Perder tudo, menos a coragem de perder, a coragem necessária pra encontrar a vida.
Engraçado, mas pessoas eu já perdi. E num dia desses re-encontrei o versículo (não que eu o tenha perdido!) que diz que aquele que estiver disposto a perder a sua vida, esse a encontrará.
Queria ter coragem de perder mais coisas e encontrar a vida. Perder meus livros, minhas fotografias, minhas lembranças. Meus medos, meus modos e a moda. Perder o emprego e o tempo, a luz e a vista da minha janela. A rotina, a segurança, o conforto e a voz amiga. Perder tudo - que aliás de tudo, nada é mesmo meu. Perder tudo, menos a coragem de perder, a coragem necessária pra encontrar a vida.
domingo, 8 de maio de 2011
Um conto
Lili foi morar na casa do cachorro. E veja só, que família engraçada, deu o nome de Lili pra menina e de Maria Lúcia pro cachorro. A casa do cachorro parecia ser tão pequena por fora, mas era tão grande quanto qualquer casa grande que você já tenha visitado. Lá dentro ela entrou em todos os 9 quartos e gostou muito da vista da sacada. Gostou muito da decoração antiga da sala, e perguntou se tinha sido a Maria Lúcia mesmo que tinha decorado. Como a mamãe lhe ensinou, pediu licença e foi se deitar. Como era bonito o quarto de visitas! Mas Lili ficou pensando: quem será que vem sempre aqui? No dia seguinte, na mesa do café, Lili perguntou: "Maria Lúcia, pra que tanto quarto nessa casinha?" "Ô, Lili, você não sabe? Um cachorro nunca sabe quando alguém vai resolver se mudar pra sua casinha. E conforme o tamanho da família, é melhor deixar tudo sempre pronto!" E enquanto a Lili tentava equilibrar a geléia na bolachinha, começou a fazer as contas. Não é que a Maria tinha razão? "Contando o vovô e a tia Zenilda, somos em nove!" E lambuzada de geléia, acrescentou: "Mas e o Jorge Luís?" "Ah, Lili, o Jorge Luís dorme na sala". E riram até doer suas barrigas. O Jorge Luís, todo estufado na cama, com mais cobertas do que um esquimó, ronronava lá na casa da Lili, cheio de todo o seu orgulho de gato Persa.
sábado, 23 de abril de 2011
Tragicomédia
Eu aqui pensando na vida
louca pra tirar férias de meus próprios pensamentos
enquanto o cachorro da vizinha uiva
uiva, e uiva
até que começa a eivar
(isso quer dizer que ele começou a dizer E em vez de U)
e depois todas as vogais
Eu pensei:
que dó!
E ele uivou em si bemol.
Pensei alto assim:
deve estar presinho no canil, esperando o dono voltar
Mas aí ele me ouviu e disse:
cadê o teu doninho pra te libertar?
Maldita sabedoria canina.
louca pra tirar férias de meus próprios pensamentos
enquanto o cachorro da vizinha uiva
uiva, e uiva
até que começa a eivar
(isso quer dizer que ele começou a dizer E em vez de U)
e depois todas as vogais
Eu pensei:
que dó!
E ele uivou em si bemol.
Pensei alto assim:
deve estar presinho no canil, esperando o dono voltar
Mas aí ele me ouviu e disse:
cadê o teu doninho pra te libertar?
Maldita sabedoria canina.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Impostora
Eu tenho uma impostora em mim que não permite que eu sofra, não me deixa chorar e me condena quando sorrio. Me faz correr para trás em vez de caminhar para frente, me faz sentir dor por viver, por ser e também por não ser. Ela obriga a me esquivar, me angustia , me mantém sob uma lança e diante de uma espada, põe uma venda em meus olhos e uma armadura em meu peito. Existe uma impostora que segura minha cabeça para que eu não eleve meu rosto, amarra meus pés para que eu não consiga voar, põe inutilidades em minhas mãos para que eu carregue mais do que eu possa aguentar. Me veste de escárnio e me põe diante de um espelho, para que eu mesma seja a multidão. Existe uma impostora que sussurra ao meu ouvido que não existe nada no universo capaz de tamanha libertação, ninguém aprazível de tamanha graça, e me entrega um punhal, algemas e um abismo, me dizendo que não há ninguém que possa me ajudar, a não ser eu mesma, na caverna da auto-comiseração.
Essa impostora sou eu, e todo impostor só o é diante da Verdade.
Hoje me coloquei diante da Verdade, que é Jesus, e reconheci, mais uma vez, aquela que me aflige - que sou eu. Diante de todos os seus grilhões, reconheci cada um pelo nome, pois são meus. Diante da Verdade pude me ver, como sou, como sempre fui e tentei esconder. Libertação, porém, exige deixar coisas para trás, é desnudamento. O Libertador, que me conhece como impostora antes de me ter criado, mas que antes mesmo disso me amou, é o único capaz de me consolar enquanto choro, secar minhas lágrimas, se alegrar com meu sorriso. Me ensinar a caminhar para frente, me dar prazer pela vida, sabe o que posso ser e não ser. Me acalma, me deixa livre e mostra o caminho, me despe da armadura amarga e me veste com o cinturão da verdade, a couraça da justiça, o escudo da fé, o capacete da salvação e ainda me dá a Sua palavra como escudo. Me limpa de toda a zombaria e, mesmo que eu não mereça, me agracia e me perdoa, sem pedir explicação.
O abismo, contudo, é o único que estará sempre ali. Meu Libertador gentilmente me olha e diz: sim, Eu vou contigo. E então, eu não temerei.
Essa impostora sou eu, e todo impostor só o é diante da Verdade.
Hoje me coloquei diante da Verdade, que é Jesus, e reconheci, mais uma vez, aquela que me aflige - que sou eu. Diante de todos os seus grilhões, reconheci cada um pelo nome, pois são meus. Diante da Verdade pude me ver, como sou, como sempre fui e tentei esconder. Libertação, porém, exige deixar coisas para trás, é desnudamento. O Libertador, que me conhece como impostora antes de me ter criado, mas que antes mesmo disso me amou, é o único capaz de me consolar enquanto choro, secar minhas lágrimas, se alegrar com meu sorriso. Me ensinar a caminhar para frente, me dar prazer pela vida, sabe o que posso ser e não ser. Me acalma, me deixa livre e mostra o caminho, me despe da armadura amarga e me veste com o cinturão da verdade, a couraça da justiça, o escudo da fé, o capacete da salvação e ainda me dá a Sua palavra como escudo. Me limpa de toda a zombaria e, mesmo que eu não mereça, me agracia e me perdoa, sem pedir explicação.
O abismo, contudo, é o único que estará sempre ali. Meu Libertador gentilmente me olha e diz: sim, Eu vou contigo. E então, eu não temerei.
sábado, 26 de março de 2011
Para minha Vó (in memorian)
Depois de um dia cheio, cansou-se. Essa coisa de proclamar a independência, governar uma nação, comandar a cavalaria, o deixava exausto. Após deixar o primeiro degrau dos três na porta da casa, se lembrou que esqueceu a bengala.
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É o tanto no nada e o nada no tudo em uma vida inteira. E a morte, em um segundo. Um segundo para ter tudo, de volta pra Casa.
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É o tanto no nada e o nada no tudo em uma vida inteira. E a morte, em um segundo. Um segundo para ter tudo, de volta pra Casa.
quinta-feira, 10 de março de 2011
O poeta arteiro
Se as letras formassem caminhos,
as palavras tirassem espinhos,
as rimas salvariam almas.
Se os minutos que passaram formassem figuras,
obras de arte, esculturas,
a morte e o fim seriam mérito e não dor.
Se a tristeza escondesse em si alguma beleza,
o que eu acredito que há,
todo o dia seria epifania,
e não epitáfio.
Se os abraços pintassem a gente,
haveria tanta gente descolorida nesse mundo!
Conheci um poeta arteiro que faz tudo isso possível,
e colorir o mundo é arte, é a maior arte.
as palavras tirassem espinhos,
as rimas salvariam almas.
Se os minutos que passaram formassem figuras,
obras de arte, esculturas,
a morte e o fim seriam mérito e não dor.
Se a tristeza escondesse em si alguma beleza,
o que eu acredito que há,
todo o dia seria epifania,
e não epitáfio.
Se os abraços pintassem a gente,
haveria tanta gente descolorida nesse mundo!
Conheci um poeta arteiro que faz tudo isso possível,
e colorir o mundo é arte, é a maior arte.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Baú
Ás vezes eu me esqueço que não tenho razão em tudo. Eu concordar comigo mesma não é uma amostra estatisticamente confiável. Por que os humanos comuns escondem seus erros e colocam seu acertos em pedestais iluminados e sonoros, se possível no centro da cidade? Eu não quero ser a chata que sempre acerta, a sabichona que sempre diz "eu avisei", a sem estraga-prazeres que já sabia da novidade, desagradável que sente inveja das benfeitorias alheias, a velha que guarda um baú cheio de erros e mágoas. Quero não ter baús, quero gostar dos sorrisos como do vento, quero ficar calada e deixar que as descobertas se façam, quero ser ignorante em muitas, muitas coisas, pra sempre ser surpreendida outra vez. E se me restar um baú com algum azedume dentro, que ele seja bem pequeno. Que eu tenha alguém com quem abrir, que não diga que me avisou antes, e que possa colocar no lugar da mágoa um pouco de brilho, fechar a tampa e jogar a chave fora.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A teoria de tudo
Vi um documentário essa semana sobre a Teoria das Cordas. Achei muito interessante, especialmente porque, pra mim, é uma das provas científicas da existência de Deus, mas que os cientistas e estudiosos resolvem chamar de outros nomes. O vídeo abaixo resume a teoria e o documentário, vale apena!
domingo, 2 de janeiro de 2011
rescaldo da virada
E então ele perguntou para o velhinho mais velhinho do mundo: nos conte qual é o segredo para se chegar até essa idade!
E o velhinho mais velhinho do mundo respondeu: eu não sei... vai ver é por não ter vivido todos dias em um dia só.
hehe
E o velhinho mais velhinho do mundo respondeu: eu não sei... vai ver é por não ter vivido todos dias em um dia só.
hehe
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